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Copa vista por outro prisma.

Copa vista por um outro prisma...
Bem essa semana fui parar em Copacabana.
Não programei de ir lá .
Simplesmente fui parar lá.
Por causa do trabalho.
Resolvi ir no calçadão tirar uma foto .
Só para não perder o costume.
E conforme eu andava ia reparando ao redor ...
Como tudo havia mudado e muito.
Aquela Copa de antes era mais bonita.
Deve ser pelo fato de que eu ia a passeio.
Não a trabalho.
Quando era criança, era uma rata de praia,graças ao meu pai .
Um cara politicamente correto ,acordava cedo , tomava seu suco ,que hoje é o famoso detox e ia caminhar e correr na orla e jogar volei.
Meu pai era um cara do dia e a minha mãe era da noite.

Eu optei pelo dia ,afinal á noite não tinha amigos e nem praia.
E assim foi a minha infância e adolescência.
Praias ,caminhadas e esportes.
Detalhe todos os esportes e atividades  relacionadas a meninos.
Tudo isso porque eu era a única menina de uma geração ,cercada de primos e tios.
Soltava pipa no aterro do Flamengo e andava de bicicleta (Tigrão)
Minha mãe  preocupada com aquela situação,
Parecia mas um moleque.
Correndo nas passarelas da Joatinga.
Ela gostaria que eu fosse uma mocinha educada e bem comportada e não com jeito de mogli.
Fui parar na Tijuca.
Estudar em colégio de irmãs Santos Anjos.
No qual eu teria aulas de etiqueta e culinária.
E eu queria aulas de teatro e francês.
Frequentar o Tijuca Tênis Clube no qual meu tio era presidente ,com solenidades chiques nas quais eu ia impecável.Me lembro até de um vestido rosa com uma pele.
Mas ai o tiro saiu pela culatra...
Conheci uma turminha tanto no colégio ,quanto no clube que amava teatro,música e praia.
Meu nome não é Maria Clara por acaso é uma homenagem a Maria Clara Machado.
E em minhas veias por parte de mãe corre a arte e a música.
Então como quem sai aos seus não degenera, vieram as peças e com elas o Tablado.
Todo fim de semana praia de Ipanema e Leblon ,mate Leão e biscoito Globo .
Férias Saquarema.
E o politicamente correto deixou lugar para Diretas Já.
A menina começou a se engajar em movimentos políticos,mas com aquele olhar crítico.
Com  quinze anos já fazia campanhas de alimentos e agasalhos no colégio.
Fazia parte de grupos tipo ongs para ajudar animais.
Aos dezessete a tatuagem de um beija flor na mão esquerda.
A vontade de voar estava nítida e estampada.
A menina moleca cresceu e virou uma mulher .
Com um olhar diferenciado .
Copa também mudou...
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